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“Nany é um artista sensível, provido de um axioma pictórico inquestionável.”

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“Sempre admirei a capacidade de artistas plásticos transferirem para uma tela, para um monte de barro disforme ou para um emaranhado de objetos visivelmente incompatíveis suas impressões de mundo, seus valores pessoais e caráter. Sou amante das artes pelo que têm de inerente e por acreditar que ela é a salvação do homem em suas manifestações que nos tocam a alma e nos proporcionam reflexões antes imponderadas. Conheci a obra do Nany em Guarujá, enquanto Diretor de Cultura do município. O primeiro contato me trouxe a impressão de estar diante de um artista pleno, em completude, visivelmente honesto na expressão de sua visão dos objetos de sua obra, mensagens subliminares claramente definidas nos personagens retratados, expostos de modo claro e objetivo, sem a necessidade de questionamento intelectual; técnica que atinge diretamente o subconsciente, afetando as emoções, desejos, opiniões. São também doces suas obras, nos remetendo a uma realidade anterior que nos faz considerar a atualidade amarga que se interporia às suas retratações. Nany é um artista sensível, provido de um axioma pictórico inquestionável.”

Newton Milanez Ator e Diretor Teatral

Nany Giangiulio, um artista que perante um mundo globalizado produz sutilmente, através da escola primitivista e de temáticas regionais, uma arte transgressora.

Nany Giangiulio Peixoto é um artista brasileiro, que nasceu no Guarujá mas já morou em diversas localidades do Brasil. Apaixonado pela arte, vendo nela um instrumento importante de comunicação, ele procura transmitir as belezas das culturas locais, das comunidades, dos elementos que compõem os arredores dos espaços por onde passou.

A arte de Nany é, antes de mais nada, bela pois ela é livre, o único compromisso que esse artista assume é com a honestidade dos temas que aborda, uma qualidade fundamental em artistas locais. Em 1999 Nany começou a produzir uma série dedicada as comunidades indígenas, retratando principalmente os detalhes estéticos das pinturas corporais, elementos em que costuma reproduzir através de seu trabalho como tatuador. Esse exercício que pratica é também na qualidade de artista, como um trabalho de intervenção corporal, imprimindo nos corpos de muita gente a cultura de um povo esquecido. Foi o carinho, respeito e competência como artista em representar um Brasil tão culturalmente denso que o levaram a exibir suas obras no Reino Unido em Oxford (2007), e na França (Galeria La Friche Belle de Mai, em Marseille 2004).

Atualmente Nany está imerso na pesquisa da pintura primitivista através da poética do artista internacionalmente reconhecido Chico da Silva. Ora, em um mundo globalizado, onde a arte em si se encontra extremamente institucionalizada, o trabalho naif, das pinturas primitivistas, possui um elemento transgressor muito importante. Está na sua essência, como qualidade poética, a negação das estruturas teóricas, limitadoras, e acadêmicas. Está também a negação por uma definição estética de belo ocidental, uma característica perigosa de afirmação colonizadora, podendo então na sgenuinamente comunicar de maneira livre e desinteressada as belezas das culturas locais. O trabalho “Elogio a Chico da Silva” é um brinde `a cultura Cearense acima de tudo. A beleza da técnica naif permite ao artista poder pincelar cores diversas, representando assim todo um imaginário folclórico, determinante da cultura da região. Trazer de volta essa homenagem a Chico da Silva é realmente um ato de muita grandeza desse nosso artista, que recusa representar um Ceará a não ser pela suas origens estéticas, e pela tradição oral, que compõem no geral a cultura de todo um povo.

O Brasil está no mapa internacional, os interesses são econômicos, políticos, geográficos, mas também culturais. É através da arte, assim como Nany a pratica, que podemos desconstruir qualquer tentativa de colonização cultural, pois ele não se preocupa em dialogar com instituições, mas primeiramente, com a comunidade. E é na comunidade, nas micro-narrativas, que encontramos a cultura. Tão belo e exclusivo é então poder apresentar o Brasil, e especialmente o Ceará, através das obras de Nany em “Elogio a Chico da Silva”.

É um privilegio trabalhar com esse artista através da D-AEP.org Art Gallery, um projeto de alcance internacional. Tendo morado 10 anos fora do país, atendido e participado ativamente de forúns sobre arte e cultura, conheço os interesses internacionais em valorizar as culturas locais, e os artistas que as representam. Afirmo que a arte de Nany não é somente um elogio ao Brasil, ao Ceará, e a Chico da Silva, mas primeiramente, um elogio `a arte.

Betty Martins, curadora, produtora cultural e cineasta.

Nany Giangiulio em Elogio a Chico da Silva

http://www.d-aep.org/artgallery/nany/portfolio/elogio-a-chico-da-silva/

A D-AEP.org é uma organização de prestígio internacional. Já produziu projetos culturais para grandes instituições como o Museu Britânico, Welcome Trust, com trabalhos distribuídos e exibidos em grandes centros culturais e educativos do mundo, assim como o Museu de Birmingham, Universidade de Tel Aviv, BBC, entre outros. A D-AEP.org através de sua fundadora Betty Martins, também é convidada participativa do Fórum internacional D’Avignon na Alemanha, sobre cultura, arte e política. Desse modo, para a elaboração, produção e divulgação desse projeto com a garantia de se trabalhar com conteúdo de culto valor e integridade ética a D-AEP.org junto a Betty Martins como diretora geral e curadora são as devidas proponentes.

Curadoria e Direção geral – Betty Martins

Betty Martins é pesquisadora, escritora, produtora cultural e cineasta brasileira que viveu no Reino Unido por 10 anos.

No Brasil, concluiu o bacharelado em Artes Visuais obtendo licenciatura plena, produziu e gerenciou projetos de arte-educação para os grupos em risco de exclusão social em ONGs, em São Paulo. Ela então se mudou para o estado de Minas Gerais para estudar Filosofia, enquanto trabalhava como professora de arte para as escolas do Estado.

No Reino Unido, ela obteve um Diploma em Gestão de Artes e Mestrado em Estudos Culturais e Mídia, enquanto desenvolvia projetos por meio de práticas reflexivas sobre temas relacionados `a memória cultural, em especial na intersecção entre arte e educação. Foi quando ela fundou a organização cultural D-AEP.org. Dirigiu e produziu três documentários, o primeiro comissionado pelo British Museum “Lembrando e esquecendo o México”, e o segundo pelo Wellcome Trust “Quando as almas chegam” (que já foi exibido em festivais internacionais). Seu terceiro documentário “Nem sempre me vesti assim” foi exibido em todo o mundo e distribuído e adquirido por importantes instituições culturais e educacionais, e transmitido em rede nacional de televisão no Reino Unido.

Betty Martins também apresentou pesquisas em conferências internacionais, com palestras e debates em diversos países, e eventualmente escreve sobre assuntos de caráter social e cultural no mundo contemporâneo, com artigos publicados pelo premiado OPENDEMOCRACY e outras mídias independentes.

Ela está no momento trabalhando em seu quarto documentário e outros projetos culturais no Brasil.

Contato: bettymartins@d-aep.org